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31/07/2008

Portátil português atrai Microsoft e Samsung

Consórcio do Portátil Magalhães está a negociar entrada de investimento estrangeiro na fábrica.

Samsung e Microsoft vão ser as principais parceiras internacionais do primeiro computador português, além da fabricante de ‘chips’ Intel, que vai garantir o ‘design’ e o fornecimento do processador de última geração do “Magalhães”.

Ao que apurou o Diário Económico, a Samsung irá fornecer vários componentes do novo portátil, enquanto a Microsoft garantiu a negociação com a J.P. Sá Couto, fabricante nacional de computadores, para a integração do Windows no portátil. No entanto, é possível que os computadores destinados aos 500 mil alunos do ensino do primeiro ciclo venham a incluir um sistema de código aberto, nomeadamente Linux.

Apresentado ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates, o “Magalhães” destina-se às crianças entre os 6 e os 11 anos e será fabricado em Matosinhos, com um investimento que só ficará definido na próxima semana. “Ainda não está fechado porque estamos a negociar a entrada de capital estrangeiro no investimento”, afirmou ao Diário Económico João Paulo Sá Couto, director-geral da J.P. Sá Couto, à margem da apresentação oficial.

A produzir 40 mil portáteis “Magalhães” por mês desde Janeiro, nas actuais instalações da fábrica da J.P. Sá Couto, o consórcio (que também conta com a Elitegroup Computer Systems, Prologica e Inforlândia) vai começar a distribuir os primeiros portáteis em Setembro.

José Sócrates revelou que “o Magalhães vai fazer parte da lista de material escolar recomendado”. Para que seja acessível a todos, terá um custo de 50 euros se a criança não tiver acção social escolar. Caso a família beneficie de apoios públicos o Magalhães pode ser gratuito ou custar 20 euros, consoante o escalão da acção social.

Cada computador tem um custo de produção de 180 euros. A diferença entre a produção e o preço de venda ao público é absorvida “por privados, pelas operadoras móveis e uma pequena parte pelo Estado”.

O primeiro-ministro confirmou ainda a intenção de exportar não só o Magalhães, mas os programas e-escolas e e-escolinhas.

“Queremos que este Magalhães e o e-escolinhas sejam replicados noutros países. Estamos já em contacto com vários países neste momento”, disse na apresentação oficial. Também Luís Cabrita, responsável da Prologica, afirmou que o objectivo é “exportar a tecnologia e os equipamentos”. Sem querer referir os países, Luis Cabrita sublinhou apenas que existem negociações com três continentes: África, América Latina e Europa, garantindo que em breve receberá uma encomenda internacional.

O ‘chairman’ da Intel, Craig Barrett, elogiou a iniciativa do Governo e concluiu que “Portugal está a dar um exemplo ao resto do mundo”. Algo que ficou patente, de resto, na atenção dada pela imprensa internacional ao projecto.

Ainda ontem, Sócrates anunciou que o Governo vai investir 400 milhões de euros em Educação nos próximos sete meses. No pacote incluem-se vídeo-vigilância nas escolas,um novo cartão de estudante e internet em todas as salas de aula.

Semelhanças e diferenças entre Magalhães e o OLPC

1 - Tecnologia ‘made in’ Portugal
O “Magalhães” tem como base o Classmate PC, primeiro computador totalmente concebido pela Intel, que até agora só fazia ‘chips’. Resistente ao choque e aos líquidos, é mais barato porque tem um ‘chassis’ de plástico resistente (em vez de liga de carbono como os portáteis normais) e por não ter partes amovíveis. A primeira versão ainda terá o ‘chip’ Celeron; depois, passará a ter o ‘Atom’.

Armazenamento: Um disco de 30 gigas é bastante razoável.

Memória RAM: OS 512 MB são o dobro dos anteriores Classmate.

2 - O projecto de Nicholas Negroponte
É o portátil “benemérito”, para os países sub-desenvolvidos, que o guru das tecnologias Nicholas Negroponte projecta há mais de três anos, no programa “One LapTop Per Child” (OLPC). A Intel fazia parte deste consórcio, mas abandonou-o no início do ano. Negroponte queria vender os OLPC por apenas 100 dólares, mas ainda não conseguiu baixar os custos até esse ponto.

Resistência: Imune ao pó, à humidade e aos mosquitos.

Software: Além de Linux, vai ter uma versão ‘light’ de Windows .

Mais barato
- Os portáteis ‘low-cost’ usam uma nova geração de processadores. Depois da primeira fase, o Magalhães irá usar o ‘chip’ Atom, que a Intel concebeu para a terceira geração de “Classmate PC”.

- Uma das razões para o baixo custo do Magalhães é a quebra acentuada do preço das memórias, que se faz sentir há vários trimestres.

- O portátil não tem partes amovíveis, o que simplifica a produção, baixa o seu custo e praticamente impede que os utilizadores o danifiquem.

- Além do ‘Classmate PC’, que a Intel lançou depois de abandonar o projecto OLPC, também a Asus lançou um portátil de baixo custo, destinado aos mercados emergentes: o Eee PC.

- Para a Microsoft, entrar nos portáteis de baixo custo é um passo estratégico essencial. Até ao momento, os ‘low cost’ privilegiavam sistemas ‘open source’, quase sempre Linux, visto que o preço das licenças é simbólico.

Fonte: Portugalnews



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