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NEGÓCIOS E ECONOMIA

06/10/2017

AICEP reforça rede externa e quer exportações a representar 50% do PIB

Novo plano estratégico foi apresentado hoje pela agência, que vai investir um milhão de euros na "transformação digital" dos serviços de apoio às empresas.

O novo plano estratégico da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) prevê o reforço da presença externa do organismo em mercados prioritários e apostar na transformação digital da agência, para melhorar os serviços de apoio às empresas. O objetivo é potenciar a captação de investimento e “manter as exportações na rota de crescimento” para atingir um peso de 50% do PIB entre 2020 e 2025, revelou esta quarta-feira o presidente da agência, Luís Castro Henriques.

Na apresentação do plano estratégico até 2019, o gestor explicou que o reforço da presença física vai ocorrer na Irlanda, onde o acompanhamento do mercado era feito a partir do Reino Unido. Será agora assegurada a presença física no país. Na China – onde a AICEP está presente em Pequim, Xangai e Macau – está também previsto alargar a atuação a Cantão. Noutros mercados considerados prioritários, como Estados Unidos, Brasil e Irlanda, será aumentada a rede de scouts – quadros da AICEP cuja única função é captar investimento.

“Nos 66 pontos onde já estamos, a cobertura é adequada. Mas identificámos pontos onde vale a pena ter elementos permanentes. São mudanças cirúrgicas”, explicou o presidente da agência.

A AICEP acompanha neste momento 13 mil empresas, um número que engloba investidores estrangeiros que querem investir em Portugal, investidores nacionais que querem reinvestir em Portugal e exportadores portugueses. Nos últimos quatro anos, este número cresceu em 5.000 empresas, mas o objectivo é ir mais longe.

Há 23 mil empresas que o Instituto Nacional de Estatística define como tendo perfil exportador, pelo que “há 10 empresas onde a Aicep pode ainda chegar”, frisou o gestor.

Para tal, nos próximos anos haverá um enfoque na “transformação digital da AICEP”, com reformulação do canal de atendimento digital, desenvolvimento de soluções de e-learning e outros serviços digitais de apoio à exportação e ao investimento. O investimento nesta medida é de um milhão de euros.

Fonte: Portugal Global



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