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MUNDO

10/10/2017

Algarve e Área Metropolitana de Lisboa representaram 52,2% da capacidade de alojamento turístico em 2016

A análise do INE, na ótica da "diferenciação territorial do turismo", centra-se nos processos de transformação do espaço edificado induzidos pelo turismo, nas dinâmicas recentes da oferta e na diferenciação da atratividade turística dos territórios.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) acaba de divulgar a 5ª edição do Retrato Territorial de Portugal em que se analisam as dinâmicas territoriais centradas nos domínios “Qualificação territorial”, “Qualidade de vida e coesão” e “Crescimento e competitividade” que, nesta publicação, incidem, respetivamente, nas temáticas “diferenciação territorial do turismo”, “sustentabilidade demográfica dos territórios” e ”competitividade e inovação nas regiões portuguesas”.
 
A análise na ótica da diferenciação territorial do turismo centra-se nos processos de transformação do espaço edificado induzidos pelo turismo, nas dinâmicas recentes da oferta e na diferenciação da atratividade turística dos territórios.
 
Com base na informação estatística proveniente do Sistema de Indicadores de Operações Urbanísticas e do Inquérito à Permanência de Hóspedes e Outros Dados na Hotelaria e com recurso a tipologias territoriais, o INE procura identificar o contributo dos territórios para a competitividade do turismo em Portugal.
 
Proporção da superfície de edificação licenciada para construções novas em solo rústico a crescer
 
Em 2016, cerca de 57% da superfície de edificação licenciada para construções novas destinadas ao turismo localizava-se em solo urbano. Em 2014 esta proporção era de 65%, revelando um aumento da importância da superfície licenciada para construções novas para turismo em solo rústico (por oposição ao decréscimo verificado em solo urbano).
 
No período 2014-2016, em algumas sub-regiões do Centro (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Oeste), bem como no Baixo Alentejo, no Alentejo Central e na Região de Leiria, mais de 80% da superfície licenciada destinada ao turismo localizava-se em solo rústico.
 
No período 2011-2016, em 114 municípios a proporção de superfície objeto de reabilitações físicas face ao total de superfície de obras no edificado destinado ao turismo foi superior a 50% Ainda neste período, 114 dos 308 municípios portugueses registavam uma proporção de superfície objeto de reabilitações físicas face ao total de superfície de obras no edificado destinado ao turismo superior a 50%, destacando-se um conjunto de 63 municípios, localizados maioritariamente nas regiões Centro (21) e Norte (19), em que o total das obras destinadas a fins turísticos correspondeu exclusivamente a obras de reabilitação.
 
Capacidade de alojamento: zonas rurais destacam-se das cidades 
Entre 2013 e 2016, o número de alojamentos turísticos aumentou em todas as regiões NUTS II, verificando-se um crescimento relativo mais expressivo na Região Autónoma da Madeira. Neste período, o ritmo de crescimento da capacidade de alojamento turístico em áreas predominantemente rurais foi cerca de três vezes superior ao verificado em áreas predominantemente urbanas. Entre 2013 e 2016, a taxa de variação da capacidade de alojamento turístico em Portugal (16,7%) foi mais elevada nas áreas predominantemente rurais (APR, 41,8%) e mais baixa nas áreas predominantemente urbanas (APU, 13,2%). Em 14 das 25 sub-regiões portuguesas, a taxa de crescimento da capacidade foi mais elevada nas áreas predominantemente rurais, do que nas áreas predominantemente urbanas ou mediamente urbanas. A sub-região Alto Alentejo assinalava não só os valores mais elevados neste indicador, como também a maior assimetria entre territórios predominantemente urbanos e rurais. Em 2016, o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa representavam 52,2% da capacidade total de alojamento turístico em Portugal.
 
Capacidade dos hotéis de quatro e cinco estrelas a aumentar desde 2011
Entre 2011 e 2016, a capacidade dos hotéis de quatro e cinco estrelas aumentou em todas as regiões do país apresentando uma taxa de crescimento médio anual de 5% em Portugal. As regiões que apresentavam um maior crescimento neste indicador foram o Alentejo e o Centro com taxas de crescimento médio anual de 9,3% e 8,1%, respetivamente. O Algarve registou o menor aumento da oferta de capacidade em hotéis de quatro e cinco estrelas. Entre 2013 e 2016, o número de dormidas cresceu em todas regiões, destacando-se o aumento relativo da procura global nas regiões Norte e Alentejo, bem como o crescimento de dormidas no Turismo em Espaço rural e Turismo de habitação na região Centro e no Alojamento Local na Área Metropolitana de Lisboa.
 
Progressão do Alojamento Local a destacar-se em Lisboa e Algarve
O número de dormidas cresceu em todas as regiões e em todos os tipos de alojamento com exceção da Área Metropolitana de Lisboa em que se verificou um decréscimo das dormidas em estabelecimentos de Turismo no Espaço rural e Turismo de habitação (-10,3% ao ano).
 
As regiões Centro (+39,1%), Norte (+25,7%), Algarve (+24,9%) e Alentejo (+23,9%) registaram as maiores taxas de crescimento do número de dormidas neste tipo de alojamento entre 2013 e 2016. O crescimento no número de dormidas em estabelecimentos de Alojamento Local foi mais expressivo na Área Metropolitana de Lisboa (+29,7%) e no Algarve (+23,3%). No que respeita às dormidas em Hotelaria, sublinham se os crescimentos mais expressivos na Região Autónoma dos Açores (+15,6%) e nas regiões Norte e Alentejo (+13,5% em ambas).
 
Em 40 municípios portugueses, mais de metade das dormidas de 2016 ocorreram entre julho e setembro. Estes municípios estavam dispersos pelo país, verificando-se ainda assim uma maior concentração no Litoral do Alentejo, na faixa ocidental do Litoral do Algarve e em algumas ilhas da Região Autónoma dos Açores. Os municípios em que o efeito de sazonalidade nos meses de julho a setembro era menos intenso (valores abaixo de um terço do total de dormidas no ano) situavam-se maioritariamente no território do Interior da região Centro, nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa e também na Região Autónoma da Madeira.

Fonte: Portugal Global



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