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NEGÓCIOS E ECONOMIA

07/11/2017

Investimento imobiliário em Portugal reforçado por mais 12 meses

Os agentes do sector imobiliário em Portugal revelam, no terceiro trimestre de 2017, a intenção de reforçar a sua estratégia de investimento é de 44%, em detrimento de outras estratégias como a gestão de portefólio (31%) ou o desinvestimento (25%).

Estas são as principais conclusões da 3ª edição do “Portuguese Real Estate Investment Survey”, da Deloitte, que revela ainda que se prevê para os próximo três meses um aumento no volume e preço de transacção nos sectores residencial, comércio/serviços e hoteleiro, associado a uma maior estabilidade nas taxas de rentabilidade dos diversos sectores.

O relatório divulga ainda que na perspectiva das entidades que pretendem investir, a estratégia passa cada vez mais pela aposta em activos “Value added” (69%), com a expectativa de que, a longo prazo, consigam aumentar os fluxos gerados por esses activos. Contrariamente, os ativos classificados como “Opportunistic deals” ou “Core” perdem importância na intenção de investimento.

Jorge Marrão, Partner e líder do Sector de Real Estate da Deloitte, salienta que "o estudo indica que o investimento na indústria imobiliária atingiu o seu ponto alto. Associada a uma visão mais otimista na captação de fundos, os profissionais abdicam de manterem os seus portefólios, acreditando estarem perante uma conjuntura única na história do imobiliário, que lhes trará os benefícios associados".

O responsável admite que o objectivo é submeter esses ativos [“Value Added”], por exemplo, a beneficiações ou reposicionamentos de mercado. "Desta forma, é provável que possam cobrar rendas mais elevadas, aumentar as taxas de ocupação e atrair inquilinos de maior qualidade. Nestas condições, o incremento da rentabilidade não tardará a chegar. Com a maximização do seu potencial, o passo seguinte é a venda destes imóveis, nesta fase altamente valorizados, para financiar novos investimentos", refere.

Ainda de acordo com o estudo, as principais fontes de financiamento para a aquisição de imobiliário no próximo ano serão a Banca e os Fundos Soberanos (38% cada). Relativamente à origem do financiamento, será maioritariamente europeia (75%) e norte-americana (63%), com a Ásia e o Médio Oriente a representar 31% e 25%, respectivamente. Na óptica de quem desinveste, os Fundos de Fundos (50%) e as Companhias de Seguros (43%) são apontados como os principais compradores de imobiliário em Portugal.

Relativamente aos valores de avaliação atribuídos aos imóveis pelos avaliadores externos, os inquiridos afirmam que reflectem o justo valor dos activos (43%) ou que os mesmos se encontram ligeiramente sobreavaliados (29%), mas em linha com as alterações do mercado. Cerca de 36% considera, no entanto, que as avaliações realizadas não permitem antecipar as tendências do mercado.

A situação política surge, a par com o crescimento da oferta, o investimento estrangeiro e a entrada de novos agentes, como as variáveis que mais irão impactar positivamente o sector nos próximos três meses.

O “Portuguese Real Estate Investment Survey” é um estudo trimestral da Deloitte que avalia a percepção dos agentes do sector imobiliário português em relação à evolução do mercado e à sua estratégia, actual e futura. Participaram nesta edição os principais agentes do sector - sociedades gestoras de fundos imobiliários, fundos imobiliários, bancos, seguradoras, Private Equity, entre outras empresas. As respostas foram recolhidas durante os meses de Setembro e Outubro de 2017.

Fonte: Portugal Global



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