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NEGÓCIOS E ECONOMIA

15/05/2019

Receita da Vodafone supera os mil milhões [Portugal]

Receita da Vodafone Portugal subiu 2,1% no ano fiscal terminado em março para 1.030 milhões de euros

As receitas da Vodafone Portugal registaram uma subida homóloga 2,1% no ano fiscal terminado em março de 2019. O valor apurado foi de 1,03 mil milhões de euros, anunciou esta terça-feira a operadora. As receitas de serviços aumentaram 2,4% para 967,1 milhões de euros.

No trimestre terminado em março, as receitas de prestação de serviços ascenderam a 236 milhões de euros, uma subida de 1,8%. As receitas totais cresceram 1,4% para 249 milhões de euros.

Os resultados "são impulsionados pelo crescimento continuado a dois dígitos do negócio fixo, apoiado na expansão de fibra de última geração em todo o país, a qual já chega a 3,2 milhões de habitações e empresas”, indica a empresa.

A base de clientes fixa atingiu mais de 677 mil clientes no fim de março, representando um crescimento de 11,3%.

Na área das comunicações fixas, o “crescimento verificado” é “bem exemplificativo do reconhecimento que os portugueses atribuem à nossa estratégia” assente “na expansão da rede de fibra suportada por construção própria, e acordos de parceria ou de wholesale, indica a empresa.

No segmento móvel, a operadora atingiu os 4,7 milhões de clientes no final de março, uma subida de 1,8%. Os clientes de quarta geração móvel (4G) ascenderam a 2,1 milhões e a penetração de smartphones é de 77,1%. Já a utilização dos dados móveis cresceu 18,5%1 nos três meses findos em 31 de março de 2019", detalha a empresa no comunicado.

A Vodafone anunciou esta terça-feira um corte substancial no dividendo que vai pagar aos acionistas, devido à necessidade de reduzir o endividamento, investir no desenvolvimento da rede 5G e concluir a aquisição da Liberty Global.

A remuneração no atual exercício será de 9 cêntimos por ação, abaixo dos 15,07 cêntimos do ano passado. Esta queda quebra o compromisso assumindo em novembro pelo CEO Nick Read, que tinha garantido a manutenção do "payout" (parcela dos lucros que é entregue aos acionistas).

"A administração tomou a decisão de baixar o dividendo, o que irá contribuir para reduzir a dívida e desalavancar para o nível inferior do intervalo que projetamos para os próximos anos", disse o CEO.

O corte no dividendo surge também na sequência da descida das receitas da companhia de telecomunicações, que enfrenta maior concorrência em mercados chave, como o italiano e espanhol. As receitas no ano fiscal que terminou em março desceram 6,2% para 43,7 mil milhões de euros e os resultados operacionais foram negativos em 951 milhões de euros.

O EBITDA ajustado aumentou 3,1%, em linha com as metas da empresa e o previsto pelos analistas, tendo a Vodafone reiterado o objetivo de alcançar um EBITDA ajustado entre 13,8 e 14,2 mil milhões de euros.

Fonte: Expresso



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