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NEGÓCIOS E ECONOMIA

06/08/2019

Prestação da casa 35% mais barata do que há 20 anos [Portugal]

Comprar casa vai ser ainda mais barato já este mês. A prestação mensal de um empréstimo de 150 mil euros, por um prazo de 30 anos, indexado à Euribor a seis meses, e com um spread de 1%, vai custar 458,92 euros, menos 7,45 euros do que estava a pagar até agora, segundo contas da Deco, a Associação de Defesa do Consumidor.

 

Parece pouco, mas em julho de 2009 esse mesmo empréstimo ao banco custava 570,54 euros por mês. E há dez anos o encargo ascendia a 706,73 euros. Hoje, comprar uma casa ao banco custa menos 35% do que há 20 anos. A culpa é da política de injeção de dinheiro do Banco Central Europeu (BCE), que tem atirado as taxas Euribor, a referência dos empréstimos, para valores cada vez mais negativos.

Estas são "boas notícias" para os consumidores, atendendo, sobretudo, que "tudo indica que esta evolução das taxas de juro se vai manter por mais algum tempo", considera Nuno Rico, economista da Deco/Proteste, até porque o BCE já deu indicações de que, com a economia europeia a arrefecer, poderá baixar ainda mais os juros.

Até onde será comportável para os bancos esta descida é algo que Nuno Rico considera impossível de prever. "Há quatro ou cinco anos, falar em taxas de juro negativas era um cenário completamente utópico", lembra. E hoje há cerca de 30 mil contratos, estima a Deco, com spreads abaixo dos 0,3% que já beneficiam dos juros negativos. Ou seja, são os bancos que pagam o empréstimo.

A taxa média da Euribor a seis meses atingiu em julho um novo mínimo histórico de -0,347%, e os bancos são obrigados a descontarem os juros negativos nos spreads dos clientes. Quando deixa de haver spread para descontar, o banco passa a amortizar capital em dívida, embora a lei também permita que seja criado um crédito de juros para quando a taxa voltar a ser positiva. A maioria dos bancos escolheu a primeira via, esmagando as margens de lucro.

Com as taxas de juro historicamente baixas e a aposta de novo dos bancos na concessão de crédito, a Deco vai alertando os consumidores para a necessidade de "alguma ponderação. Um contrato de crédito à habitação dura, em média, 30 anos e as famílias devem avaliar muito bem se, perante um aumento das taxas de juro ou uma diminuição dos seus rendimentos terão capacidade para o suportar. Não esqueçamos que ainda há 11 anos as taxas de juro estavam acima dos 5%", frisa Nuno Rico.

Fonte: Jornal de Notícias



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