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29/06/2007

Patrões europeus esperam promoção da competitividade com flexigurança

Os patrões europeus esperam que a Presidência Portuguesa da União Europeia promova a competividade empresarial na Europa e defendem que, para isso, sejam decididas algumas medidas concretas, nomeadamente o conceito base de Flexigurança.

"É importante que a Presidência Portuguesa da UE promova a competividade na Europa e promova a Europa como `player` global", disse à agência Lusa Francisco Van Zeller, vice-presidente da Confederação Europeia de Empresas, Businesseurope.

Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), integrou uma delegação da Businesseurope que se reuniu com o primeiro-ministro português José Sócrates a 08 de Junho para lhe apresentar as questões que consideram prioritárias para o próximo trimestre.

A discussão do futuro das instituições da UE, a promoção do conceito de flexigurança como forma de modernização do mercado de trabalho europeu e a promoção das relações transatlânticas foram as questões apresentadas como prioritárias a José Sócrates pela confederação patronal europeia.

"Nós esperamos que a Presidência Portuguesa trabalhe no sentido da promoção da competitividade na Europa, o que passará pela tomada de medidas relacionadas com a flexigurança, com a questão energética e as alterações climatéricas, a promoção das Pequenas e Médias Empresas e o empreendedorismo", disse Van Zeller.

O presidente da CIP reconheceu que algumas das matérias dependem mais da responsabilidade das empresas mas outras estão exclusivamente dependentes da responsabilidade política.

É o caso da "better regulation", a reivindicação patronal de que a UE deve reduzir em 25 por cento a sua legislação para facilitar a vida das empresas, nomeadamente reduzindo-lhes os custos administrativos, que lhes afectam a competitividade.

"Neste caso, tudo depende da responsabilidade política, as organizações patronais apenas podem fazer pressão", afimou Francisco Van Zeller.

A Businesseurope, que tem o estatuto de parceiro social europeu, tem actualmente dois vice- presidentes portugueses, Van Zeller e Jorge Rocha de Matos (presidente da AIP), que vão ter responsabilidades acrescidas durante a presidência portuguesa da UE.

A flexigurança é para a confederação patronal europeia uma forma de agilizar os mercados de trabalho na Europa, o que irá melhorar a competividade das empresas europeias, por isso espera que a presidência portuguesa da UE lhe dê especial atenção e promova um debate alargado sobre esta questão.

"Algo tem que ser feito para que a Europa tenha mais competitividade pois não podemos continuar a perder competitividade para os outros países", defendeu Van Zeller acrescentando que a flexigurança é um problema europeu, embora em Portugal a sua discussão possa coincidir com a discussão da revisão do Código do Trabalho.

"Estou convencido de que em Portugal a flexigurança será instituida por vida da negociação colectiva, até porque poderá ser necessária nuns sectores e noutros não, mas terá de haver sempre uma orientação no âmbito do quadro geral europeu", concluiu.

A Businesseurope representa confederações patronais de 32 países europeus e vai promover várias cimeiras patronais a par das principias cimeiras da UE no próximo semestre.

A Eurochambers, outra confederação empresarial europeia, também espera que a competitividade e o crescimento económico sejam prioridades da agenda da Presidência Portuguesa da UE.

Esta confederação empresarial, que representa cerca de 19 milhões de empresas europeias (sobretudo pequenas e médias empresas) também já veio a Lisboa para dar conta ao primeiro-ministro português das suas prioridades para a próxima presidencia da UE.

O presidente da Associação Comercial de Lisboa/Câmara de Comércio e Indústria (ACL), Bruno Bobone, integrou a delegação da Eurochambers que se reuniu com José Sócrates e espera ter um papel activo durante a presidência portuguesa.

A Eurochambers espera ser incluida, enquanto parceiro social europeu, nas cimeiras sociais e económicas que vão ocorrer no próximo semestre sob a Presidência Portuguesa.

"É nossa intenção envolver as Pequenas e Médias Empresas na estratégia europeia que venha a ser definida, dado o importante papel que têm na economia europeia", disse à agência Lusa Bruno Bobone.

Esta confederação patronal europeia espera que a Presidência Portuguesa concretize o relançamento da Estratégia de Lisboa e encoraje os seus Estados membros a aplicarem os seus Planos Nacionais de reforma e a planearem já a estratégia pós-2010.

A promoção do debate político sobre a Constituição e a promoção do livre comércio entre os parceiros económicos europeus são outras das expectativas da Eurochambers.

A organização empresarial espera também que a Presidência Portuguesa estabeleça como temas prioritários a política marítima (com o objectivo de manter e reforçar a competitividade do sector) e as questões energéticas e ambientais.

Fonte: RTP



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