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28/08/2007

Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa anuncia os 10 finalistas e o Júri Final

Na tarde de segunda-feira, dia 27 de agosto, foram escolhidos os 10 (dez) livros finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa.

Escolhidos entre 51 obras semi-finalistas – que foram eleitas por um Júri Inicial de 300 críticos literários e professores de literatura de todo o Brasil, entre 382 obras inscritas –   os 10 finalistas foram votados por um Júri intermediário de 15 especialistas, eleitos por votação entre os componentes do Júri Inicial.

 

O Júri Intermediário elegeu também, entre seus membros, seis jurados que, ao lado da Curadoria, integrarão o Júri Final que escolherá os três vencedores.  

 

10 finalistas

 

Bom dia camaradas , Ondjaki – Agir

Cantigas do falso Alfonso el Sábio , Affonso Ávila - Ateliê Editorial

História natural da ditadura , Teixeira Coelho – Iluminuras

Jerusalém , Gonçalo M. Tavares - Companhia das Letras

Macho não ganha flor , Dalton Trevisan – Record

O outro pé da sereia , Mia Couto - Companhia das Letras  

O paraíso é bem bacana , André Sant´Anna - Companhia das Letras

O roubo do silêncio , Marcos Siscar - - 7letras editora

O segundo tempo , Michel Laub - Companhia das Letras

Por que sou gorda, mamãe?, Cintia Moscovich – Record

 

  

Júri Final

 

Cristóvão Tezza

Flora Sussekind

José Castello

Marcos Frederico Kruger

Paulo Henrriques Britto

Tania Celestino de Macedo

 

e a curadoria:

 

Rita Chaves

Selma Caetano

Vilma Arêas

Wander Melo Miranda

 

 

Na 5a edição do Prêmio, concorrem livros publicados no Brasil em língua portuguesa, com primeira edição no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2006; e com primeira edição no exterior entre 1º de janeiro de 2003 e 31 de dezembro de 2006, desde que tenham sido publicados no Brasil no mesmo período.

 

Segundo o regulamento do Prêmio, 20% dos finalistas (ou seja, 2 livros)   deveriam ser originalmente editados no exterior.

 

Mas, para o poeta e vencedor do Prêmio Portugal Telecom 2004, Paulo Henriques Britto, isso não importou na escolha final, "o júri teve um consenso, os autores e seus países de origem não importaram, pois foi discutido o livro em si. O fato do prêmio abranger obras em língua portuguesa só acrescenta", diz ele.

 

O crítico literário Wander Melo Miranda, um dos curadores, complementa "O resultado foi de muita qualidade e contemplou não só escritores consagrados como Dalton Trevisan, Afonso Ávilla, mas também jovens escritores talentosos como Michel Laub e Cintia Moscovich. Isso porque julgamos a obra em questão e não o nome ou conjunto de obra ou o pais de origem", acrescenta ele concordando com muitos dos outros jurados.

 

Os vencedores do Prêmio Portugal Telecom 2007 serão conhecidos no dia 16 outubro. Eles recebem R$100 mil, R$50 mil e R$ 35 mil reais, 1 o, 2o e 3o colocados respectivamente, além de um troféu criado pelo artista plástico Paulo Von Poser.

 

A Curadoria:

Em 2007, o Prêmio Portugal Telecom 2007 conta com uma curadoria formada por uma especialista em literatura portuguesa, Vilma Arêas, uma especialista em literatura africana, Rita Chaves, um especialista em literatura brasileira, Wander Melo Miranda, e a consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano.

 

Sinopse dos livros e biografias:

 

Bom dia camaradas – Ondjaki

O menino, filho de um alto funcionário do governo, tem um pajem -o "camarada Antônio", cozinheiro e voz de uma certa camada popular -, estuda numa boa escola, que tem professores cubanos, e desfruta de algumas benesses, como pegar "boleia" (carona) no carro do Ministério e contar com telefone e "geleira" (geladeira) em casa.

 

Ondjaki (1977, Luanda, Angola) é poeta, sociólogo, roteirista e romancista. Seus romances, como Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004).

 

Cantigas do Falso Afonso el Sábio – Affonso Ávila

 

Cantigas do Falso Alfonso el Sabio é exemplar dessa poesia que utiliza referências eruditas para aguçar seu olhar corrosivo sobre a realidade à volta. Em suas Cantigas , o autor retoma um procedimento já presente em sua poesia pregressa: o uso da rima fácil, com células sonoras que se repetem ao final de cada verso, criando uma espécie de ladainha que segue uma batida popular, ecoando as vozes (e a indignação) das ruas. Ao mesmo tempo, sua combinação vocabular introduz sentidos inusitados nesses versos de toada homogênea e sintaxe retorcida.

 

Affonso Ávila nasceu em Belo Horizonte em 1928. Além de poeta, é ensaísta e crítico literário, especialista no barroco mineiro. Fundou nos anos 50 a revista Tendência e no final dos anos 60 a revista Barroco, que dirige até hoje. Entre suas obras estão: O Açude e Sonetos da Descoberta (1953) e Carta do Solo (1961) incluídas em Código de Minas & Poesia Anterior (Civilização Brasileira, 1969), O Visto e o Imaginado (Perspectiva, 1990) e A Lógica do Erro (Perspectiva, 2003).

 

História natural da ditadura - Teixeira Coelho

História natural da ditadura lança interrogações, promove a dúvida, desafia a certeza. E o faz nesse tecido privilegiado em que convivem a reflexão e o gozo, a carícia e o golpe de vento que se afirmam na vida. A ditadura como estado natural; a natureza da ditadura; a inacabada e constante crônica da depravação e cumplicidade com a des/ordem e a repressão. Com a mesquinhez e a hipocrisia. Para além do ensaio e da encenação do eu, suas páginas incitam a uma reflexão constante.

 

Teixeira Coelho é professor de Teoria da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo (USP).   Nasceu em São Paulo, em 1944, é ensaísta e romancista. Publicou, entre outros, Arte e Utopia e Moderno Pós-Moderno (ensaios) e Os Histéricos, Nyemeyer e Trevas da Mente(romance).

Jerusalém - Gonçalo M. Tavares
Trata de relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, Jerusalém costura a vida de personagens em direção a um desenlace violento e inesperado. Ocupados em compreender e lidar com os limites da sanidade, todos se sentem acossados por um perigo sem nome. Num estilo seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar, oprimir e torturar - às vezes em dimensões hiperbólicas.


Gonçalo M. Tavares nasceu em Lisboa, em 1970, tendo ido logo a seguir para Portugal. Premiado e elogiado pela crítica, estreou em 2001 com Livro da dança, e vem se firmando como uma das maiores vozes do romance português contemporâneo. De sua autoria, já foram publicados no Brasil O homem ou é tonto ou é mulher, 1, O senhor Valéry, entre outros.

Macho não ganha flor – Dalton Trevisan

Reunião de contos inéditos, Dalton Trevisan monta, peça a peça, um mosaico de monstros morais. Ladrões, estupradores, sádicos e maníacos desfilam em palavras secas, fortes e certeiras.

O curitibano Dalton Trevisan  estreou com Serenata ao Luar (1945) e  Sete Anos de Pastor(1996). Dalton renega os dois. Entre 1946 e 1948, editou a revista Joaquim - porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas nacionais. Em 1959, lançou o livro Novelas Nada Exemplares - recebeu o Prêmio Jabuti. Escreveu: Cemitério de elefantes - ganhador do Jabuti e do Prêmio Fernando Chinaglia, Noites de Amor em Granada e Morte na praça - recebeu o Prêmio Luís Cláudio de Sousa, Guerra conjuga entre outros. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas: espanhol, inglês, alemão, italiano, polonês e sueco. Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: A Polaquinha). Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra.

O outro pé da sereia - Mia Couto

Neste retrato poético, alegórico e crítico da Moçambique contemporânea, a imagem de uma santa católica que encanta e perturba todos que dela se aproximam é o centro de uma trama dividida em dois momentos históricos, ligados por questões étnicas, religiosas e de destino familiar.

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955. Estudou medicina antes de se formar em biologia. Atualmente dedica-se a estudos de impacto ambiental. Em 1999, o autor recebeu o prêmio Vergílio Ferreira pelo conjunto de sua obra; em 2007, o prêmio União Latina de Literaturas Românicas. Seu romance Terra sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.

 

O paraíso é bem bacana - André Sant'Anna
Setenta e duas são as virgens que cabem a todo mártir da fé, reza a tradição islâmica, e não há de ser diferente no caso de Muhhamad Mané, aliás, Manoel dos Anjos, futuro ás do futebol, recém- converso e recém-imolado. O Paraíso parece ser bem bacana. Mas não.   Pois nada poderia dar certo, mesmo post mortem, para este anti-herói - revelado no time dente de leite de Ubatuba (cidade do litoral paulista) e catapultado, após breve passagem pelo Santos Futebol Clube, à chance de se tornar um fenômeno do esporte.


André Sant'Anna nasceu em 1964, em Belo Horizonte. Morou no Rio de Janeiro, onde tocou no grupo Tao e Qual durante a década de 80, e hoje vive em São Paulo. O Paraíso é bem bacana é seu terceiro livro, depois de Amor (1998) e Sexo (1999).

 

O Roubo do Silêncio – Marcos Siscar
A matéria dos 40 textos de O Roubo do Silêncio, de Marcos Siscar é o tempo presente. Nem pato, nem serpente, aqui o bicho é o evento da presença da poesia inventada como o simples que não se diz. Não persegue nenhum indizível. Sabe que o indizível só existe como privação da palavra no silêncio do pântano.

 

Marcos Siscar nasceu em Borborema (SP), em 1964. Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas, doutorou-se em Littérature Française na Universidade de Paris VIII, em 1995, e conclui o pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em 2003. Professor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Como tradutor, publicou obras de Tristan Corbière, Michel Deguy e Jacques Roubaud, entre outros.   Publicou; Não se Diz, Editora7 Letras, 1999; Tome seu café e saia, Editora7 Letras, 2001, Metade da Arte, Editora Cosac & Naify/7 Letras, 2003; e O Roubo do Silêncio, Editora7 Letras, 2006. Tem textos publicados em antologias no Brasil, Argentina, Espanha e França.

O Segundo Tempo – Michel Laub

No dia 12 de fevereiro de 1989, Grêmio e Internacional entraram no gramado do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para aquele que ficou conhecido como o mais importante confronto da história do esporte gaúcho - o chamado Gre-Nal do século. Na arquibancada, um garoto de quinze anos divide-se entre a atenção aos lances do campo e um dilema - dar ou não a Bruno, o irmão caçula sentado ao seu lado, a notícia que vai mudar radicalmente a vida de ambos

Michel Laub é escritor e jornalista. Sempre trabalhou como jornalista. Iniciou carreira na revista Carta Capital, participou do desenvolvimento das revistas Bravo! E República. Tem mais 3 livros publicados pela Companhia das Letras: Não depois do que aconteceu, em 1998,: Música anterior (2001), Longe da água (2004) finalista do Prêmio Portugal Telecom 2005.

Por que sou gorda, mamãe? - Cintia Moscovich

Trata das crises de auto-imagem dos gordinhos. Ela odeia a comida que a engorda, mas ama o alimento que lhe dá prazer. Essas ambigüidades são ultrapassadas paulatinamente, grama a grama, garfada a garfada, capítulo a capítulo.

 

Cintia Moscovich nasceu em  Porto Alegre,   é escritora, jornalista e mestre em Teoria Literária. Publicou: O reino das cebolas (1996) - indicação ao Prêmio Jabuti, Duas iguais - Manual de amores e equívocos assemelhados (1998), Anotações durante o incêndio (2000) e a  coletânea de contos Arquitetura do arco-íris(2004)  terceiro lugar em contos no prêmio Jabuti, indicação para o Prêmio Portugal Telecom e para a primeira edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura.

 



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