António Mexia permanecerá à frente do grupo, mantendo na sua equipa de gestão Martins da Costa e Pita de Abreu, que já lideraram a operação brasileira da EDP.
Lisboa - A EDP realiza esta segunda-feira uma assembleia geral onde os accionistas irão deliberar sobre os novos órgãos sociais para o mandato de 2012 a 2014, o que se deverá traduzir na recondução de António Mexia como presidente executivo (CEO) e na aprovação do economista Eduardo Catroga como presidente do Conselho Geral e de Supervisão.
A assembleia geral de accionistas irá ainda votar sobre alterações estatutárias que servirão para acomodar a entrada da China Three Gorges no capital da EDP e a sua representação nos órgãos sociais da empresa, onde adquiriu uma posição de 21,35%, na privatização promovida pelo Estado português e onde também concorreram as brasileiras Eletrobras e Cemig e a alemã E.ON.
O conselho de administração executivo da EDP continuará a ser liderado por António Mexia, se a proposta apresentada pelos principais accionistas da companhia for aprovada. A equipa de gestão manterá alguns elementos que já estiveram no anterior mandato, nomeadamente Nuno Alves (financeiro), João Manso Neto e ainda António Martins da Costa e António Pita de Abreu, os dois administradores que lideraram nos últimos anos as operações da EDP no Brasil.
Para a administração da EDP entrarão João Marques da Cruz (antigo presidente do ICEP, entidade que originou a actual AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e Miguel Stilwell.
A recomposição da administração da EDP levará ainda à transferência de Ana Maria Fernandes de CEO da EDP Renováveis para presidente da EDP Brasil.
Na assembleia geral de hoje a aprovação da lista de 23 nomes para o Conselho Geral e de Supervisão levará à entrada de quatro representantes chineses da Three Gorges neste órgão da EDP, responsável pela fiscalização do conselho de administração e pela representação dos interesses dos accionistas.
Fonte: Portugal Digital