Um centro de Negócios, destinado a reforçar as intenções de investimentos e a suportar as empresas brasileiras em Angola, será inaugurado este ano, em Luanda, por iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos “ApexBrasil”, informou o director de gestão e planeamento da instituição, Ricardo Schaefaer.
Em declarações hoje (domingo), na Feira Internacional de Luanda (FILDA), afirmou que o centro será um ponto de apoio quer para empresas brasileiras como para firmas angolanas interessadas em investir e se instalar num dos dois países.
A abertura do centro, indicou, trará como benefícios para investidores angolanos o “acesso à fonte brasileira de inteligência e de negócios, de inteligência comercial e de investimentos, assim como consultoria e acessória sobre o Brasil”.
Ricardo Schaefaer disse que o centro de negócios também dará assistência e prestará serviços de consultoria às empresas brasileiras que pretenderem investir e se fixar em Angola, sobretudo no mercado angolano.
Explicou que a sua vinda a Angola serve para representar a agência na FILDA, bem como para tratar de questões burocráticas e decisões sobre o local onde irá funcionar o centro e escolher a equipa brasileira que representará a instituição em Angola.
“Toda a parte legal com a Agência Nacional para o Investimento Privado angolano (ANIP) já foi realizada, o espaço para o centro já foi arrendado, pelo que a parte burocrática está bastante avançada e, no decurso deste segundo semestre de 2010, abriremos o centro”, afirmou.
Entre 2000 e 2008, Angola deixou de ser o 52º mercado de destino das exportações brasileiras para se tornar no 23º mais importante mercado, sendo o Brasil o quarto maior fornecedor angolano.
Entre 2005 a 2009, o volume de negócios entre os dois países evoluiu de 520 milhões de dólares norte-americanos para USD um bilião e 500 milhões, esperando-se até o final de 2010 uma corrente de negócios de dois biliões de dólares.
Na FILDA, que encerra hoje a noite, o Brasil está no pavilhão 2, onde é representado por empresas dos ramos da indústria, serviços, de comércio e exportação.
Fonte: AICEP