Receita operacional da EDP Energias do Brasil subiu 11% na primeira metade deste ano, ultrapassando os R$ 2,47 bilhões.
São Paulo - A EDP Energias do Brasil alcançou no primeiro semestre deste ano uma receita líquida de R$ 2,47 bilhões, com um crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre o grupo registrou uma receita superior a R$ 1,24 bilhão, que significou um crescimento de 11,6% face a 2009.
A EDP fechou o semestre com R$ 743,9 milhões de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), uma cifra que fica 8,7% acima da verificada na primeira metade do ano passado no mercado brasileiro. Quanto ao segundo trimestre considerado isoladamente, a EDP Energias do Brasil subiu o EBITDA em 12,6%, para R$ 387,7 milhões, informou a companhia.
No primeiro semestre o lucro líquido da EDP Energias do Brasil recuou 19,5%, para R$ 265,7 milhões. A quebra está relacionada com um efeito extraordinário registrado no ano passado, pela venda da ESC90. Em base comparável, o lucro da companhia teria crescido 27%.
No segundo trimestre de 2009 ocorreu a venda de 100% do capital da ESC 90 Telecomunicações para a Net Serviços de Comunicação, que impactou positivamente o lucro líquido do trimestre em R$ 121 milhões, nas rubricas de receita financeira e outras receitas operacionais.
"Excluindo o efeito não recorrente de alienação da ESC 90 em 2009, o lucro líquido teria incremento de 38,9% no segundo trimestre de 2010 em comparação com o segundo trimestre de 2009, e de 27,2% no acumulado do ano", explica a EDP Energias do Brasil.
O primeiro semestre fica igualmente marcado por uma redução de 8% da dívida líquida da EDP Energias do Brasil, para R$ 2,2 bilhões. O investimento do grupo também desceu, diminuindo 6,2%, para R$ 289 milhões.
No segmento de geração, os maiores investimentos foram alocados na construção de Pecém I (R$ 90,2 milhões). Na Enerpeixe, foram feitos investimentos na ordem de R$ 4,1 milhões na recomposição de máquinas e equipamentos. A redução do valor investido na Energest no segundo trimestre é explicada pela conclusão dos investimentos em repotenciações, e na pequena central hídrica Santa Fé pela finalização da construção da mesma em 2009.
No segmento de distribuição, os investimentos somaram R$ 76,6 milhões no segundo trimestre. "O incremento na EDP Bandeirante é reflexo de obras na rede para atendimento ao cliente externo e aos critérios técnicos", explica a EDP Energias do Brasil. Já a redução na EDP Escelsa resulta do menor investimento em informática, com a implantação do sistema de gestão comercial em 2009.
Fonte: Portugal Digital