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Turismo externo contribui para Portugal ter a maior projeção de crescimento na UE em 2022
O comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, considerou que a reabertura do turismo externo contribui para a projeção de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal este ano de 5,8%, o mais alto da União Europeia.
Na conferência de imprensa de apresentação das previsões econômicas da primavera da Comissão Europeia, em Bruxelas, Gentiloni comentou que as projeções para Portugal são “realmente boas, tanto para o crescimento, como em relação ao rácio da dívida face ao PIB, que em 2023 deverá atingir 115%, o que fica abaixo do nível pré-pandemia”.
Admitindo que a previsão de forte crescimento da economia portuguesa para este ano, a mais elevada entre os 27 Estados-membros da União, se deve também ao facto de Portugal não ter crescido “de forma tão forte em 2021 em comparação com outros países” – o PIB português cresceu 4,9% no ano passado, abaixo da média europeia de 5,4% -, o comissário europeu destacou então igualmente o papel do regresso em força dos turistas estrangeiros, depois de dois anos de pandemia da covid-19.
“Penso que a reabertura do turismo para um país maioritariamente baseado em turismo externo do que interno também teve um papel importante”, disse.
A Comissão Europeia reviu hoje em alta de 0,3 pontos percentuais (p.p.) o crescimento econômico esperado para Portugal este ano, para 5,8%, apesar dos desafios externos, segundo as previsões macroeconômicas de primavera hoje divulgadas.
Este é o valor mais elevado entre os 27 Estados-membros da UE, seguido da Irlanda (5,4%), e muito acima da média do bloco europeu e da zona euro, ambos com projeções de crescimento de apenas 2,7% este ano.
Bruxelas prevê que o PIB de Portugal cresça 5,8% em 2022, quando em fevereiro esperava uma expansão de 5,5%, com o setor dos serviços, particularmente o turismo estrangeiro, a recuperar fortemente face a uma base baixa.
O relatório da Comissão Europeia assinala que “as perspectivas de crescimento permanecem favoráveis, apesar dos desafios relacionados com os preços das ‘commodities’, das cadeias de abastecimento globais e maior incerteza na procura externa”.
Refletindo a melhoria das condições econômicas, o executivo comunitário vê o rácio da dívida pública face ao PIB a cair de 127,4% em 2021 para 119,9% do PIB em 2022, e para 115,3% em 2023, ano em que se fixaria abaixo do nível pré-pandemia.
Aeroportos
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais cresceu 465,7%, no primeiro trimestre, face a igual período de 2021, continuando a tendência de aproximação aos níveis pré-pandemia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
“No primeiro trimestre de 2022, o número de passageiros aumentou 465,7% (-11,9% face a igual período de 2020), continuando a tendência de aproximação aos níveis registados no período pré-pandêmico”, observou o INE, que divulgou as estatísticas rápidas do transporte aéreo relativas a março deste ano.
Naquele mês, registou-se o desembarque médio diário de 59.400 passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais, uma subida face aos 47.800 registados no mês anterior e um valor oito vezes superior ao registado no mesmo mês de 2021 (7.200), aproximando-se do observado em março de 2019 (69.500).
Nos primeiros três meses do ano, França manteve-se como principal país de origem e de destino dos voos, com crescimentos de 408,0% no número de passageiros desembarcados e 307,6% no número de passageiros embarcados, relativamente ao mesmo período de 2021.
Já o Reino Unido, que, no mesmo período de 2021, não se encontrava entre os cinco principais países, ocupou, no primeiro trimestre deste ano, a segunda posição, enquanto Espanha assumiu o terceiro lugar.
Em março, aterraram nos aeroportos nacionais 14.800 aeronaves em voos comerciais, correspondendo a 3,6 milhões de passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos) e foram movimentadas 18.800 toneladas de carga e correio (+250,2%, +725,2% e +27,0%, respetivamente, face a março de 2021).
No entanto, o número de passageiros e de carga e correio revelou, em março, uma desaceleração face ao mês anterior (+877,9% e +48,1%,).
Comparando com março de 2019 (mês homólogo completo em período pré-pandemia), registaram-se diminuições de 9,8% no número de aeronaves aterradas, de 16,1% nos passageiros movimentados e uma subida de 8,7% no movimento de carga e correio.
Fonte: Mundo Lusíada
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