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A Lição do Vale do Silício [AF Group]
A Lição do Vale do Silício
Os investidores do mundo todo foram surpreendidos na última sexta-feira pela notícia da quebra do banco americano Silicon Valley Bank (SVB), também conhecido como “banco das startups”. O SVB, que chegou a ser o 16º maior banco americano, enfrentou uma corrida de seus clientes para sacar seus depósitos, forçando o banco a realizar seus ativos com prejuízos da ordem de US$ 1,8 bilhões. Além do problema para os clientes do banco – majoritariamente start ups de tecnologia e empresas de venture capital, o fato despertou o receio de que outras instituições pudessem ser afetadas, disparando uma crise no sistema financeiro americano com reflexos em praticamente todas as demais economias.
Mas como isso aconteceu? Ao longo dos últimos três anos, o SVB viu seu balanço triplicar em função dos depósitos recebidos das startups, decorrentes do forte impulso que a pandemia deu ao setor de tecnologia. Grande parte desse dinheiro foi investido pelo banco, então, em títulos públicos e privados de primeira linha e de longo prazo no mercado americano. Com o recente e rápido aumento da taxa de juros básica do Banco Central Norte-Americano (Fed), todos os títulos de renda fixa sofreram um ajuste de preços, e o SVB foi forçado a realizar prejuízos bilionários vendendo esses ativos para honrar os saques de seus clientes, tornando-se, por fim, insolvente.
A falência do SVB, seguida pela de outro banco menor, acendeu o sinal de alerta para o mercado e para o governo, fazendo com que este último corresse a se posicionar no final de semana, para evitar uma crise ainda maior motivada pelo pânico. Apesar da mensagem tranquilizadora do Tesouro Americano e do Fed de que todos os depositários serão completamente cobertos, sem prejuízo para os contribuintes, analistas antecipam uma mudança de postura do banco central em relação à elevação da taxa de juros já na próxima reunião do conselho. Seria imprudente manter o ritmo de elevação de meio ponto percentual a cada mês, o mais provável é que esse aumento seja de 0,25%, ou que a taxa seja mantida no ponto em que está, conforme avalia o mercado.
Certamente não estamos de volta ao cenário de 2008, que culminou com a quebra do Banco Lehman Brothers e com uma das maiores crises financeiras da história. Desde então, os requerimentos de capital e liquidez das instituições financeiras foram aumentados, fortalecendo o sistema como um todo. Ainda assim, o momento nos recorda a lição básica de jamais concentrar todos os ovos na mesma cesta. Um portfólio de investimentos equilibrado é a melhor proteção contra variações imprevisíveis.
Do Limão à Limonada
Após os sustos do final de semana com a quebra do SVB e outros bancos reportando problemas ou necessidade de revisões dos seus dados (limão), o mercado entendeu que há um viés positivo nisso (limonada), e vem reagindo/digerindo bem os acontecimentos.
Sempre fui e continuo sendo do time dos otimistas que ao invés de chorar (limão) procuro observar onde estão as oportunidades (limonadas).
O mercado tem analisado, e somado aos dados que saíram sobre a inflação ao consumidor nos EUA, que o Federal Reserve (FED) não precisará (no mínimo) subir mais os juros, e talvez até voltar a pensar na queda deles. Isso traz uma oportunidade bastante interessante para o mercado de ações e de crédito, pois os juros tenderão a ficar estáveis ou mais baratos.
A limonada que observamos para aqueles que desejam investir financeiramente no exterior ou adquirir propriedades, internacionalizar seus negócios ou mesmo montar um negócio, está na grande oportunidade de o fazer acessando um crédito com a garantia dos seus investimentos com taxas para o dia de hoje* ao redor de 2,50%aa.
Este crédito, claro, estará condicionado a aprovação da abertura junto ao banco e às suas regras de Compliance.
* taxa sujeita aos juros praticados no momento da contratação que podem ser maiores ou menores e podem aumentar ou reduzir a taxa mencionada neste artigo.
O Grupo AF é formado por profissionais especialistas em soluções financeiras relacionadas a Private Banking, Wealth Management e Estruturação Patrimonial para empresas e famílias.
Fonte: Assessoria
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