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O controle da situação e a importância da análise de riscos corporativos [MDS]
Se pararmos alguns minutos para analisar as adversidades que as empresas enfrentam ao seguir com os seus projetos corporativos, vale destacar que, nem sempre há um respaldo em relação aos riscos que podem ocorrer no percurso. A pandemia de COVID-19 mostrou até para as companhias mais sólidas que tudo pode ser mudado ou adaptado de uma hora para a outra, afinal, nós não temos o controle de todas as situações.
Em março deste ano, quando alguns países como Brasil e Índia enfrentavam altos índices de contaminação e mortes por conta da segunda onda de contágio do novo coronavírus, um navio com mais de 200 mil toneladas ficou encalhado no canal de Suez, entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, bloqueando a passagem de outras embarcações que abastecem mercados asiáticos e europeus. Com prejuízo de mais de US$ 10 bilhões, o navio Ever Given gerou impactos na cadeia de suprimentos, esgotamento de estoques de produtos e bens de consumo, além de aumento das taxas de frete.
Somado a isso, outros navios que trafegavam por aquele trajeto tiveram de mudar suas rotas, aumentando o tempo de entrega das mercadorias e, consequentemente, o consumo de combustível. Os desdobramentos causaram prejuízos incalculáveis, trazendo desafios para empresas como a gigante mundial do setor alimentício, que teve navios com containers de café impedidos de seguirem viagem para fábrica.
Dois anos antes, no Brasil, uma greve histórica de caminhoneiros que durou onze dias, paralisou a circulação de caminhões com produtos essenciais de alimentação, higiene, combustíveis, gás de cozinha, remédios, entre outros. A manifestação aconteceu em maio de 2018, causando uma retração de 3,34% no PIB do mês em que a paralisação ocorreu. Com uma piora registrada na economia, os indicadores mostraram queda de 10,9% na produção industrial, cerca de 0,6% nas vendas do varejo, se comparado ao mês anterior, além do aumento de 1,26% da inflação, registrado no mês subsequente, segundo informações do IBGE, IPEA e Ibre/FGV. O setor de serviços também mostrou um resultado negativo, recuando 3,8%.
Analisando estes dois casos recentes, é possível comprovar a importância dos líderes corporativos estarem preparados para assumirem a sua responsabilidade e buscarem uma empresa especializada em cálculo de riscos e adversidades para ajudá-los a mapear e mitigar riscos que possam aparecer inesperadamente. Com total interligação da economia e das suas diversas cadeias, é possível entender que um simples acontecimento, pode afetar negativamente mercados globais, trazendo prejuízo para o consumidor final, para a logística de entrega de produtos, derrubando os valores das bolsas no mercado financeiro e outros problemas que podem ser sentidos futuramente, dentro de 12 meses ou mais.
Aprendemos com os exemplos e, principalmente, com equívocos do passado. É a partir deste olhar crítico que a humanidade foi evoluindo e desenvolvendo novas formas de lidar com antigos riscos. O processo é constante, mas é fato que os mais observadores podem antecipar cenários e se preparar para enfrentar de maneira menos drástica situação de crise, minimizando impactos nos negócios e na segurança da operação. Hoje existem empresas que atuam com excelência na análise de risco, controle de perdas e desenham a implantação de programas que podem fazer a gestão destes riscos, com cobertura mundial. Prevenir é a melhor solução para evitar transtornos e problemas desagradáveis e a gestão de risco tem como o objetivo blindar possíveis perdas financeiras e até danos causados à imagem da corporação.
Vale ressaltar também que é necessário estar atento à qualidade da cobertura contratada, ter confiança na empresa corretora e sempre buscar nomes que já tenham know-how no mesmo segmento, além de tradição e atuação em diversas frentes com presença em outros países.
Por Thiago Tristão, Vice-presidente de Riscos Corporativos da MDS Brasil e CEO Brasil da MDS Reinsurance Solutions
Fonte: MDS
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