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A Inteligência Artificial precisa de regras. As empresas precisam de pessoas preparadas [The Life Curators]

Nesta semana, Genebra recebe um dos mais importantes encontros mundiais sobre Inteligência Artificial. O AI for Good Global Summit reúne líderes governamentais, empresas de tecnologia, universidades e organizações internacionais para discutir uma questão que deixou de ser apenas tecnológica: como garantir que a Inteligência Artificial seja utilizada de forma responsável e beneficie a sociedade.


Enquanto isso, empresas como Microsoft, Google, Salesforce, Deloitte, PwC e Accenture continuam a acelerar a integração da IA nos seus produtos e serviços, transformando a forma como trabalhamos.


A Inteligência Artificial já escreve textos, resume reuniões, analisa contratos, organiza agendas, cria apresentações e automatiza tarefas que, até há poucos anos, ocupavam grande parte do dia de milhares de profissionais.


A tecnologia já não é o futuro. É o presente.


Mas existe uma pergunta que considero ainda mais importante do que qualquer debate sobre regulamentação.


As empresas estão realmente preparando as suas pessoas para trabalhar ao lado da Inteligência Artificial?


Ainda encontramos organizações que investem milhares de euros em novas plataformas, mas muito pouco na capacitação das suas equipes. E este pode ser um dos maiores erros estratégicos dos próximos anos.


A tecnologia, por si só, não resolve problemas. Ela amplia capacidades. Quando utilizada por profissionais preparados, multiplica produtividade, qualidade e velocidade. Quando utilizada sem conhecimento, pode gerar erros, aumentar riscos e comprometer decisões importantes.


É precisamente por isso que as competências humanas se tornam ainda mais relevantes.


Pensamento crítico. Comunicação. Inteligência emocional. Capacidade de decisão. Julgamento. Relacionamento. Ética. Antecipação.


Nenhuma destas competências pode ser substituída por uma ferramenta.


Pelo contrário. Quanto mais a Inteligência Artificial evolui, mais valiosas elas se tornam.


A história mostra que todas as grandes revoluções tecnológicas favoreceram quem soube adaptar-se primeiro. A diferença é que, desta vez, a velocidade da mudança é muito maior.


A vantagem competitiva já não estará apenas nas empresas que utilizam Inteligência Artificial. Essa tecnologia estará disponível para praticamente todos.


A verdadeira vantagem estará nas empresas que conseguirem desenvolver pessoas capazes de trabalhar com ela de forma inteligente, responsável e estratégica.


Talvez seja essa a grande reflexão que o debate desta semana, em Genebra, nos deixa.


O futuro da Inteligência Artificial depende das regras que criarmos.


O futuro das empresas continuará a depender das pessoas que escolhermos formar.


Lara Kloosterboer Westphalen
Founder & CEO
The Life Curators

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