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A sua jornada de liderança começa antes do cargo [The Life Curators]

Por Lara Kloosterboer Westphalen | Fundadora & CEO | thelifecurators.com

 

Quando falamos em liderança, é comum associá-la a cargos, títulos ou posições formais dentro de uma organização. No entanto, a verdadeira liderança começa muito antes disso. Ela nasce da forma como cada profissional constrói a sua trajetória, toma decisões ao longo do caminho e responde aos desafios, muitas vezes invisíveis, que moldam caráter, visão e maturidade.

 

A jornada de liderança não é linear. Ela é feita de avanços, recuos, ajustes de rota e aprendizados constantes. Cada fase profissional carrega lições específicas: momentos de crescimento acelerado, períodos de incerteza, erros que ensinam mais do que acertos e escolhas que definem não apenas resultados, mas também valores.

 

Em um cenário global cada vez mais complexo, líderes são chamados a ir além da execução técnica. Espera-se clareza de pensamento, consistência emocional e capacidade de leitura do contexto. Isso exige autoconhecimento. Um líder que não compreende a própria jornada dificilmente consegue conduzir pessoas com empatia, propósito e visão de longo prazo. Refletir sobre a própria trajetória é um exercício estratégico. Perguntas simples, mas profundas, ajudam a dar direção: quais experiências me formaram como líder?, quais decisões mudaram a forma como atuo hoje?, o que aprendi nos momentos de maior pressão? Essas respostas constroem repertório, fortalecem a tomada de decisão e trazem coerência entre discurso e prática.

 

Outro ponto essencial dessa jornada é entender que liderança não se resume ao comando, mas à influência. Líderes consistentes criam ambientes onde as pessoas se sentem seguras para contribuir, crescer e assumir responsabilidades. Isso não acontece por acaso; é fruto de escolhas conscientes, postura diária e alinhamento entre intenção e ação.

 

Para executivos que atuam em contextos internacionais, como os membros da Câmara Portuguesa em São Paulo, essa reflexão torna-se ainda mais relevante. Liderar em ambientes multiculturais exige escuta ativa, flexibilidade e respeito às diferenças, competências que só se desenvolvem ao longo de uma jornada vivida com atenção e abertura ao aprendizado.

 

Em 2026, mais do que perguntar qual cargo você ocupa, talvez a pergunta mais importante seja: como você chegou até aqui e que tipo de líder essa jornada construiu? A resposta a essa pergunta define não apenas o presente, mas a capacidade de conduzir pessoas e organizações rumo a um futuro mais sólido, humano e sustentável.

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