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Carta Mensal Aware – Maio 2022 [Aware Investments]

Gostaríamos de compartilhar nossa CARTA MENSAL AWARE ref. maio/2022. 

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DESTAQUES:

Internacional 

  Os efeitos da guerra da Rússia, da política chinesa de tolerância zero contra a covid e do início do aperto da política monetária na maioria dos países do mundo seguem afetando a economia global.

  Há uma preocupação ainda muito latente de um possível cenário mundial de recessão com inflação. O Fed busca combater o forte processo inflacionário com uma desaceleração suave de sua economia, sem prejudicar o excelente desempenho de seu mercado de trabalho.

  Em maio, vimos a discussão sobre a probabilidade de desaceleração da economia norte-americana ganhar espaço. Com inflação recorde, EUA registram maior alta na taxa de juros em 22 anos. A divulgação do Livro Bege, grande indicador das condições econômicas, ilustra a total apreensão com uma recessão. Enquanto o setor manufatureiro tem mostrado um crescimento contínuo, o segmento de varejo indica um comportamento diferente.

  A Zona do Euro também vem sofrendo com a inflação, atingindo a máxima histórica de 7,4% no acumulado de 12 meses em abril e tornando a recessão uma realidade cada vez mais próxima.

  Na China, indicadores divulgados ao longo do mês mostraram o grande impacto das restrições de mobilidade na economia do país. Tais medidas vêm sendo gradualmente flexibilizadas, o que, juntamente com o anúncio de novos estímulos fiscais e creditícios, deverão levar à gradual retomada da atividade econômica.

 

Brasil 

  No Brasil, o quadro econômico segue sem muitas alterações. Sem muitas surpresas, sejam elas negativas ou positivas, o Brasil performou acima das economias globais e viu, mais uma vez, a sua moeda valorizar a um ritmo similar ao crescimento de sua economia. 

  A dinâmica inflacionária segue muito desfavorável e uma recuperação plena da economia brasileira exigirá uma expansão consistente do setor de serviços, alinhado com um crescimento no consumo das famílias. 

 

Bolsas | Juros & Câmbio 

  Após uma queda forte em abril, o Ibovespa apresentou uma recuperação inicial liderada em grande medida por empresas de commodities e pouco sensíveis ao aumento dos juros.

  Em maio o índice subiu 3,2%, ampliando a outperformance no ano sobre o S&P e o Nasdaq. O forte desempenho global do setor de energia foi o maior destaque positivo no período, agregando tanto no book de Brasil quanto internacional. 

  No mês de maio, o receio de uma desaceleração econômica mundial mais acentuada ditou o comportamento dos ativos. Observamos acomodação nas curvas de juros globais, assim como enfraquecimento generalizado do dólar. 

 

Perspectivas

  Em território nacional, os dados de inflação continuam surpreendendo para cima, como vimos neste mês de maio, levando a uma alta também nas expectativas de médio prazo, mesmo com provável alívio temporário induzido por redução de impostos (que não acreditamos que será suficiente para ancoragem das expectativas). Dessa forma, esperamos mais uma alta adicional, levando a Selic a 13,75% até meados de 2023. 

  No exterior, após mais um aumento da taxa básica de juros americana, dessa vez em 0,50bps, os investidores globais passaram a precificar uma probabilidade maior de redução do crescimento econômico global, explicando o movimento de alta das ações e redução nos juros. 

Fonte: Assessoria
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