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Educação e lusofonia – Fernanda Montenegro [Colégio Português de São Paulo]

COLUNA - António Montenegro Fiúza - Chief Executive Officer do Grupo Lusófona Brasil

“A palavra não é apenas um conjunto de sinais gráficos. Nela há sangue, suor e lágrimas.” Fernanda Montenegro 

 

Sublime e incontornável, a grande dama do cinema e da dramaturgia brasileira: Fernanda Montenegro foi eleita, neste mês de novembro de 2021, para ocupar a cadeira 17, da Academia Brasileira de Letras.

Com 92 anos de idade, e quase oito décadas dedicadas às artes, nas suas mais diversas formas, Arlette Pinheiro Monteiro Torres – nome de batismo – recebera já diversas condecorações pelo trabalho brilhante efetuado em prol da cultura brasileira.

Participou em mais de 70 peças de teatro e de um número enorme de novelas e seriados, aproximando-se do grande público brasileiro, pelo talento colossal e pela suavidade e plenitude dessa magnífica pessoa. 

A sua figura altiva e elegante e a voz inconfundível e profunda contrastam com a humildade e a simplicidade de Fernanda Montenegro – uma das atrizes mais amadas pelo público brasileiro e por toda a lusofonia; mesmo quando interpreta vilãs ou personagens menos simpáticos, o grande carisma envolve os espetadores, redundando numa ovação à impecável atuação cénica.

Considerada uma das melhores atrizes brasileiras de todos os tempos, é a única nacional nomeada para os Globos de Ouro e para o Óscar de Melhor Atriz, com uma atuação em língua portuguesa – o que enobrece esta pátria e os seus falantes; e a primeira a ganhar um Emmy Internacional e laureada com o Urso de Prata, no Festival de Berlim. No Brasil, recebeu a maior comenda civil do país, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito e foi galardoada com o Prêmio Molière,  por cinco vezes.

E neste ano, 2021, é-lhe reconhecido o mérito literário: a Academia Brasileira de Letras, fundada há 124 anos, laureou a grande senhora da dramaturgia brasileira; a que fez da defesa da cultura brasileira, um propósito e uma missão de vida; a autora de dois livros, mas de uma obra cultural extensa e inigualável: Fernanda Montenegro para ocupar uma das suas cadeiras e, assim, dar continuidade a esta obra de uma vida inteira.

 

“O teatro e a educação devem caminhar juntos; educar não é só ensinar a ler e escrever, é ensinar a pensar e sentir mundo de outras formas.” Fernanda Montenegro 

Fonte: O Imparcial

 
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