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Família e amigos: aliados no enfrentamento do câncer de mama [BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo]

Familiares e amigos formam uma rede de apoio importante para pacientes em tratamento do câncer de mama, o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Envolvidos no processo de cuidado, eles oferecem suporte psicossocial e ajudam ativamente na mudança do estilo de vida, fatores essenciais para o enfretamento de uma doença cujas ações terapêuticas e grau de complexidade variam de acordo com o estágio em que ela se encontra.

“Quando recebem a quimioterapia, as mulheres, principalmente, ficam sujeitas a alguns efeitos colaterais que impactam o dia a dia, o que torna crucial o apoio das pessoas que estão à sua volta”, diz a médica Juliana Martins Pimenta, oncologista clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo[BSdO1] . Médicos, aliás, contam casos curiosos e tocantes, como familiares e amigos que rasparam as cabeças em solidariedade à paciente que perdeu temporariamente os cabelos por conta das medicações quimioterápicas. 

A mesma situação ocorre no caso da cirurgia, seja ela conservadora para a extração apenas do tumor com margem de segurança (chamada de quadrantectomia ou cirurgia conservadora da mama) ou mastectomia para a retirada da mama, seguida ou não de reconstrução mamária. Após o procedimento, na fase de recuperação, muitas vezes marcada por desconforto, as mulheres, por exemplo, necessitam ficar de repouso, o que demanda o suporte da sua rede de apoio. Isso ajuda na aceleração da recuperação e permite que atravessem o tratamento de forma mais tranquila.

Compreensão e paciência de pessoas próximas são determinantes para que as pacientes se sintam amparadas. Em algumas mulheres, por exemplo, a condição oncológica pode implicar em estresse emocional e depressão, que costumam ser mais fortes no primeiro ano após o diagnóstico. Familiares e amigos, atentos a sinais como tristeza constante, falta de prazer em atividades que antes eram fontes de satisfação e perda de interesse no trabalho e lazer, podem ajudá-las a procurar apoio psicológico”, alerta a oncologista da BP.

A presença de pessoas queridas em consultas e durante a realização de procedimentos e exames também aumenta a confiança de quem está em tratamento. Muitas vezes, elas também colaboram na comunicação dos médicos com as pacientes, fazendo mediações quando necessário ou ajudando no processo de educação para o autocuidado.

O acompanhamento participativo de companheiros, filhos e amigos também é importante para as necessárias mudanças de estilo de vida, como adoção de dietas mais saudáveis, perda de peso e prática de atividades físicas. De acordo com a Dra. Juliana, indo além da torcida e do incentivo de quem assiste de longe, familiares e amigos podem atuar como parceiros dessas mudanças, transformando hábitos e atitudes de todos que fazem parte dessa rede. “Um paciente pode iniciar uma atividade física junto com o companheiro e o novo cardápio mais saudável pode valer para toda a família, por exemplo. A contribuição da família como um todo certamente facilita os processos de cuidado do paciente”, conclui.

Fonte: Assessoria

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