Notícias
- Home
- Associados
- Porque é que as empresas continuam a perder tempo com tarefas que nunca deveriam chegar aos seus líderes? [The Life Curators]
Porque é que as empresas continuam a perder tempo com tarefas que nunca deveriam chegar aos seus líderes? [The Life Curators]
Durante muitos anos, acreditou-se que um bom líder era aquele que conseguia resolver tudo. Hoje sabemos exatamente o contrário.
Os líderes mais eficazes não são aqueles que fazem mais. São aqueles que conseguem concentrar o seu tempo naquilo que realmente só eles podem fazer.
Ainda assim, é impressionante a quantidade de tempo que continua a ser desperdiçada em tarefas que nunca deveriam chegar à secretária de um CEO, de um administrador ou de um diretor.
Confirmar uma viagem. Resolver um problema administrativo. Acompanhar uma obra. Procurar um fornecedor. Marcar uma consulta. Organizar documentos. Gerir pequenas urgências do dia a dia. Resolver assuntos pessoais durante o horário de trabalho.
Individualmente, nenhuma destas tarefas parece relevante. Juntas, representam dezenas de horas por mês desviadas daquilo que verdadeiramente cria valor para uma organização.
O impacto raramente aparece nas demonstrações financeiras, mas sente-se na velocidade das decisões, na capacidade de inovação e até na qualidade de vida dos próprios líderes.
O tempo tornou-se um dos ativos mais escassos e valiosos da gestão moderna. No entanto, continua a ser tratado como um recurso inesgotável.
Curiosamente, muitas empresas investem milhares de euros em tecnologia para ganhar alguns minutos de produtividade, mas continuam a permitir que os seus principais decisores sejam constantemente interrompidos por questões operacionais que poderiam ser resolvidas por outras pessoas ou através de processos bem definidos.
Delegar não significa perder controlo. Significa criar uma estrutura que permita a cada profissional dedicar-se ao que faz melhor.
As organizações mais eficientes perceberam que a produtividade não depende apenas das ferramentas utilizadas, mas também da forma como distribuem responsabilidades e protegem o tempo das suas equipas de liderança.
Este princípio aplica-se igualmente à esfera pessoal. Quando um líder precisa de interromper uma reunião para resolver uma questão doméstica, reagendar uma consulta médica ou acompanhar um problema familiar, a fronteira entre a vida profissional e pessoal deixa de existir. E essa mistura tem um custo que nem sempre é visível.
Proteger o tempo de quem lidera não é um privilégio. É uma decisão estratégica.
Num contexto económico cada vez mais competitivo, talvez a pergunta que as empresas devam fazer não seja como podem trabalhar mais depressa, mas sim como podem garantir que os seus líderes dedicam o seu tempo às decisões que realmente fazem crescer o negócio.
Porque, no final, uma organização raramente cresce acima da qualidade das decisões dos seus líderes. E essas decisões exigem aquilo que hoje se tornou o recurso mais difícil de encontrar: tempo para pensar.
Lara Kloosterboer Westphalen
Fundadora e CEO
- Publicado em
Notícias relacionadas
Bison Bank integra a Direção da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa [Bison Bank]
O Bison Bank passa a integrar a Direção da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa…
Sono e recuperação muscular: qual a relação? [BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo]
Um estudo publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em janeiro deste ano reforça…
O papel do Executive Assistant mudou. As empresas mudaram com ele? [The Life Curators]
Durante muito tempo, quando se falava em Executive Assistant, a imagem era relativamente simples: uma…
A Volvo lança uma edição especial para comemorar o seu 100º aniversário [Nors]
A Volvo atualizou recentemente a sua gama de camiões de gama alta para os tornar…
Transparência salarial: Portugal apresenta proposta de lei de transposição parcial da Diretiva Europeia [SRS Legal Shots]
O projeto de proposta de lei que transpõe (parcialmente) para a ordem jurídica interna a…
Portugal aposta cada vez mais no turismo de luxo. Mas o verdadeiro luxo não se constrói com cinco estrelas [The Life Curators]
Segundo dados da CBRE divulgados pela AICEP, o país ocupa atualmente a quarta posição entre…
E-goi reforça ligação ao mercado brasileiro com nova edição do Business Connection [E-goi]
De Matosinhos para São Paulo, o Business Connection está a ganhar dimensão internacional. A iniciativa…
Novo Empreendimento em Espinho: viver a 300 metros da praia [LCM International Realty]
Numa das zonas costeiras mais valorizadas do norte de Portugal, nasce um novo empreendimento residencial…
Saúde Mental Feminina em Foco: sobrecarga, invisibilidade e a urgência do autocuidado [BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo]
A saúde mental feminina tem ganhado cada vez mais espaço no debate público e não…
Renault Trucks disponibiliza novo Pack Afinação Válvulas e Injetores até ao final de 2026
A Renault Trucks lançou o Pack Afinação Válvulas e Injetores, a sua mais recente campanha…
Renault Trucks lança Pack Manutenção com 50% de desconto para aumentar disponibilidade e eficiência das frotas [Nors]
Movidos pelo progresso, e assente no legado de mais de 90 anos, a Nors adapta-se…
The Life Curators: A Lei da Nacionalidade levanta uma questão maior: como continuará Portugal a competir pelo talento?
As recentes alterações à Lei da Nacionalidade voltaram a colocar Portugal no centro de um…











