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A Inteligência Artificial precisa de regras. As empresas precisam de pessoas preparadas [The Life Curators]

A partir de 2 de agosto, a União Europeia dá mais um passo na implementação do AI Act, o primeiro regulamento abrangente do mundo dedicado à Inteligência Artificial.

 

Muito se tem falado sobre as novas obrigações legais, os níveis de risco e as exigências de transparência. Mas, para além das questões jurídicas, esta nova fase deixa uma mensagem muito clara para todas as empresas.

 

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica.

 

Passou a ser um tema de gestão.

 

Nos últimos dois anos, assistimos a uma verdadeira corrida à adoção da IA. Empresas de todas as dimensões começaram a utilizar plataformas capazes de escrever textos, resumir reuniões, analisar documentos, responder a clientes e automatizar tarefas que, até há pouco tempo, exigiam horas de trabalho.

 

A velocidade da inovação foi impressionante.

 

Mas a velocidade da preparação das pessoas nem sempre acompanhou esse ritmo.

 

É precisamente aqui que o AI Act introduz uma mudança importante.

 

A regulamentação europeia não pretende travar a inovação. Pelo contrário. O seu objetivo é criar um ambiente de confiança, garantindo que as organizações utilizam a Inteligência Artificial com transparência, supervisão humana e responsabilidade.

 

E isso começa nas pessoas.

 

Não basta disponibilizar novas ferramentas às equipas. É necessário garantir que sabem quando utilizá-las, como validar a informação produzida, como proteger dados sensíveis e como reconhecer os riscos associados às decisões apoiadas por Inteligência Artificial.

 

Esta é uma mudança de paradigma.

 

Durante anos, a transformação digital foi vista sobretudo como um investimento em tecnologia.

 

Hoje percebemos que a verdadeira transformação acontece quando as pessoas desenvolvem as competências necessárias para trabalhar com essa tecnologia.

 

As empresas que mais beneficiarão da Inteligência Artificial não serão necessariamente aquelas que utilizarem mais plataformas.

 

Serão aquelas que conseguirem formar equipas capazes de combinar eficiência tecnológica com pensamento crítico, ética, capacidade de decisão e inteligência emocional.

 

Estas competências, profundamente humanas, tornam-se ainda mais valiosas num contexto em que a tecnologia executa cada vez mais tarefas operacionais.

 

Talvez esta seja a principal mensagem da nova fase do AI Act.

 

O futuro da Inteligência Artificial não depende apenas dos algoritmos.

 

Depende da forma como as organizações escolhem preparar as suas pessoas.

 

Porque a tecnologia continuará a evoluir.

 

A confiança continuará a ser construída por pessoas.

 

Lara Kloosterboer Westphalen

Founder & CEO

The Life Curators

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