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Câncer de colo do útero ainda mata mais de 7 mil mulheres por ano no Brasil, apesar de ser altamente prevenível [BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo]

O câncer de colo do útero segue como um grave problema de saúde pública no Brasil, mesmo sendo uma doença amplamente prevenível e com altas chances de cura quando diagnosticada precocemente. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgados em 2026, o país registrou cerca de 17.010 novos casos por ano no triênio 2023–2025, o que corresponde a uma taxa de 15,38 casos por 100 mil mulheres. Apenas em 2023, aproximadamente 7.209 mulheres morreram em decorrência da doença, com uma taxa de mortalidade de 4,79 óbitos por 100 mil mulheres.


Para a mastologista e oncologista clínica Marianne Pinotti, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os números são alarmantes e contrastam com a realidade dos países desenvolvidos.


“O câncer de colo do útero é uma doença prevenível e curável quando diagnosticada precocemente. Ainda assim, todos os anos perdemos mais de 7 mil mulheres no Brasil, enquanto em muitos países essa tragédia já não acontece mais”, afirma.


A médica explica que mais de 90% dos casos da doença estão relacionados à infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), uma infecção sexualmente transmissível. Estima-se que 70% da população sexualmente ativa terá contato com o vírus ao longo da vida. Em cerca de 80% dos casos, o organismo elimina o HPV naturalmente, mas em 20% das pessoas a infecção persiste e pode provocar alterações celulares que evoluem para câncer ao longo dos anos.


Além do câncer do colo do útero, alguns subtipos do HPV também estão associados a tumores de vagina, vulva, ânus, garganta e, nos homens, câncer de pênis.


Nos estágios iniciais, a doença pode apresentar sintomas inespecíficos, como corrimento vaginal, coceira, infecções de repetição, verrugas genitais e alterações no exame de Papanicolau. Em fases mais avançadas, surgem sangramentos uterinos anormais, dores pélvicas e abdominais, problemas urinários e intestinais, além de perda de peso e complicações graves.


O diagnóstico é feito por meio de exame ginecológico e urológico, além de procedimentos como colposcopia, vulvoscopia, vaginoscopia e peniscopia. Entre os exames mais importantes estão o Papanicolau, o teste de HPV por PCR e as biópsias, que permitem identificar lesões precursoras ou o câncer já instalado.


Até os anos 2000, as principais formas de prevenção eram o uso de preservativo e a realização periódica do Papanicolau. Hoje, a vacinação contra o HPV é considerada um dos instrumentos mais eficazes para reduzir drasticamente a incidência da doença.


No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 19 anos.


“A vacina tem como objetivo proteger contra os tipos de HPV que causam câncer. Aliada ao uso de preservativos e ao rastreamento regular, ela pode mudar a história triste que ainda vivemos no Brasil”, reforça Marianne.


Meta global para eliminar o câncer cervical


Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a Estratégia Global para Eliminar o Câncer de Colo do Útero, que prevê ações integradas de vacinação, rastreamento e tratamento. Se as metas forem atingidas, será possível reduzir mais de 40% dos novos casos e evitar cerca de 5 milhões de mortes até 2050.


A BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo participa desse movimento por meio da Aliança pela Eliminação do Câncer de Colo do Útero, em parceria com o Instituto Vencer o Câncer e o Grupo Mulheres do Brasil, com a participação de especialistas como Prof. Fernando Maluf e Prof. Antonio Buzaid.


“Vacinar hoje é salvar vidas no futuro. Temos conhecimento, tecnologia e estrutura para eliminar esse câncer. Falta transformar essa informação em ação”, conclui Marianne Pinotti.


Sobre a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo


Reconhecida quatro vezes pela revista Newsweek como uma das melhores instituições de saúde do mundo, a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo é um hub de saúde de excelência que conta com 7 mil colaboradores e 4 mil médicos atuando em três endereços na cidade de São Paulo, nos bairros da Bela Vista (2 unidades) e Jardim América. O hub também faz parte de um grupo de seis instituições de excelência brasileiras que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. Os serviços da BP são oferecidos por meio de 2 marcas de serviços hospitalares com foco em alta complexidade e que atendem diferentes segmentos de clientes, e 3 marcas que contemplam serviços de medicina diagnóstica, consultas médicas e atendimentos ambulatoriais e educação e pesquisa. São elas: Hospital BP, referência em casos de alta complexidade, pronto-socorro geral e corpo clínico especializado para clientes de planos de saúde e particulares; pelo BP Mirante, hospital que oferece um corpo clínico renomado, pronto atendimento privativo, hotelaria personalizada e cuidado intimista para clientes particulares e de planos de saúde premium; pela BP Medicina Diagnóstica, um completo e atualizado centro de diagnósticos e de terapias, que oferece exames laboratoriais, de imagem, métodos gráficos e de todas as outras especialidades diagnósticas; pelo BP Vital, uma rede de clínicas de diversas especialidades médicas integrada aos demais serviços da BP para cuidar da saúde dos clientes e estimular conversas preventivas sobre a saúde; e pela BP Educação e Pesquisa, tradicional formadora de profissionais de saúde que capacita profissionais por meio de cursos técnicos e de pós-graduação, residência médica, eventos científicos e é responsável por gerenciar mais de 100 estudos e pesquisas na área da saúde com o intuito de contribuir para a evolução da Medicina no País.


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