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Portugal está atraindo cada vez mais investimento internacional. Estamos preparados para o que vem depois? [The Life Curators]

Nos últimos meses, diversos estudos internacionais voltaram a destacar Portugal como um dos destinos mais atrativos da Europa para investidores privados, empresários e famílias de elevado patrimônio. Organizações como a Henley & Partners, a Knight Frank e consultoras imobiliárias internacionais continuam a apontar o país como uma escolha estratégica para quem procura estabilidade, segurança, qualidade de vida e acesso ao mercado europeu.

 

Ao mesmo tempo, bancos privados como UBS, J.P. Morgan Private Bank e Citi Private Bank reforçam a presença junto de clientes internacionais com interesses crescentes em Portugal.

 

Mas existe uma pergunta que raramente faz parte desta conversa.

 

O que acontece depois do investimento?

 

Comprar um imóvel, abrir uma empresa ou transferir patrimônio para outro país representa apenas o início de uma nova etapa.

 

A partir daí surgem desafios muito mais complexos.

 

Gerenciar propriedades. Coordenar obras. Contratar fornecedores de confiança. Organizar mudanças internacionais. Apoiar a família na adaptação. Administrar documentação. Estruturar rotinas. Garantir que tudo funcione diariamente, mesmo quando os proprietários estão do outro lado do mundo.

 

É precisamente por isso que mercados como Londres, Genebra, Nova Iorque e Dubai desenvolveram, ao longo dos últimos anos, um ecossistema altamente especializado de profissionais dedicados à gestão da vida pessoal e patrimonial.

 

Executive Assistants, Personal Assistants, House Managers e Lifestyle Managers deixaram há muito tempo de desempenhar apenas funções administrativas.

 

Hoje são gestores de operações, coordenadores de equipas, facilitadores de decisões e, acima de tudo, profissionais de confiança.

 

À medida que Portugal continua a atrair investimento internacional, cresce também a necessidade de formar pessoas preparadas para responder a este novo perfil de cliente.

 

Não basta construir bons empreendimentos, desenvolver infraestrutura ou captar capital.

 

É igualmente essencial desenvolver talento.

 

Porque a experiência de quem escolhe viver ou investir num país não termina na assinatura do contrato.

 

Ela começa exatamente nesse momento.

 

Num mercado global cada vez mais competitivo, os países diferenciam-se não apenas pela capacidade de atrair investimento, mas sobretudo pela qualidade dos serviços que conseguem oferecer depois de o investimento chegar.

 

E talvez seja precisamente aí que esteja uma das maiores oportunidades para Portugal nos próximos anos.

 

Lara Kloosterboer Westphalen

Founder & CEO

The Life Curators

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